Georgia, após toda essa chuva, toda essa noite, todo esse dia em que esse homem gigante te encontrou e te devorou e você o devorou. Após você e ele terem revivido tudo a distância... eu te conheci.
E descobri algo sonhador na tua pele. Algo sonhador dentro de ti. Uma mulher que transa com o sol. Algo que me deixa curioso. Será que tu procura algo carinhoso, tênue, terno, refrescante, quente (ou gelado), algo que mova as nuvens e as folhas da tua vida, algo invisível, secreto, só teu, se enroscando embaixo do teu vestido, brincando de escorregar entre teus seios?
Ou será que você abraça e envolve e usa as mãos e os lábios como uma brisa, para pegar outra brisa e vira um catavento, transformando movimento em energia?
Essa conversa ainda corre dentro de mim, sabia? Quem colhe brisa morde a tempestade?
Essa conversa ainda corre dentro de mim, sabia? Quem colhe brisa morde a tempestade?
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