quarta-feira, 16 de junho de 2010

A cidade das Bandagens.

Na cidade de Ganaya Amaya
as mulheres desposadas e que são mães, ou que têm vida sexual ativa, são chamadas Ganayames. Usam adereços nos cabelos e vestimentas de cores vibrantes que as distingue das crianças e adolescentes.
As vestimentas de uma Ganayame, recobrem todo o corpo. São feitas de tecidos que se assemelham a imensas bandagens de algodão, só que de tecidos muito mais finos e belos. Gigantes ataduras perfumadas e coloridas são enroladas parcimoniosamente nos corpos das mulheres, por toda a pele, num país onde reina o Sol.
Ganayames acordam muito cedo. Só saem de casa depois de cumprido o ritual: banham-se em água e óleos perfumados; penteiam-se e maquiam-se. Toda sua vestimenta exala perfume. Por baixo das delicadas combinações de panos as mulheres estão nuas.
Quando eu estive lá, a princípio me encabulava muito, tudo aquilo. Já explico. As vestimentas dos adolescentes e crianças eram como túnicas, bastante belas, porém recatadas e não me causavam embaraço, mas os efeitos que produziam as vestimentas femininas...
É absurdamente espetacular ver uma Ganayame mover-se sobre suas vestes. Todas as suas curvas recobertas são desveladas no seu caminhar.
Seios
coxas,
bunda,
pêlos pubianos...
tudo escondido,
transparecido,
revelado.
As vestes masculinas são da mesma forma, porém compostas com tecidos mais firmes. Retratam deliciosamente todo o corpo do homem, mas não há transparência. Pode-se perceber claramente quando ele está excitado e toda a população age de forma natural diante disto.
Todos...Menos eu...
Tive que me controlar inúmeras vezes para não fixar demais meus olhos sobre aqueles corpos.
Eu era alvo de muito riso.
Por mais que eu tentasse disfarçar
e me concentrasse em meu trabalho,
naquele país,
eu passava meus dias
em completo tesão.
Sentia um desejo enorme de tocar aqueles corpos. Sentir os músculos recobertos daquele fascinante tecido, sob minhas mãos. Passeá-las por todo o corpo. Apertar, apertar, tocar... Juro que só tocaria...
À medida que meu olhar se acostumava com o espetáculo, tornava-se um olhar mais desinibido e pesquisador. Percebi que ninguém se importava em ser devorado pelos olhos, nem se importava se devorassem sua esposa, ou marido.
Um dia eu estava sentada numa praça e vi duas Ganayames caminhando. Não desviei o olhar. Fitei-as vindo em minha direção.
Eu podia ver seus grandes lábios sob as coloridas bandagens.
Seus seios generosos,
e o contorno das ancas.
Elas passaram e me sorriram com a maior naturalidade,
envaidecidas com meu olhar.
Quando pude ver suas nádegas,
pareciam estar ainda mais rebolantes.
Tive que conter meu impulso de cair de língua naquelas duas...
Nossa!
Eu pensei que ia gozar em público!
Depois deste dia perdi completamente meu pudor em olhar e deleitar-me.
Uma noite, quente como sempre era, jantei no próprio Hotel e me permiti ficar na espreguiçadeira da piscina.
Do meu apartamento eu sempre ouvia alguma algazarra ali e pelo visto ela só estava começando.
Sem a menor cerimônia, homens e mulheres despiam-se e mergulhavam.
Não sei se não se deram conta de que eu estava ali, porque eu sempre soube que eles se despiam sem cerimônia entre eles, mas que evitavam isto na presença de estrangeiros.
Embora minha cabeça me mandasse sair, eu estava paralisada.
Vi um homem despir sua Esposa.
Era uma senhora e seu corpo poderia até nem parecer tão belo, para os nossos padrões, mas a cena que vi, foi lindissima.
Ele começou a “desenrolar” os tornozelos dela.
Criou um caminho em suas vestes, deixando-a livre entre as pernas e então, meteu ali sua cabeça.
Quase tive um choque diante de tanta intimidade em público, mas depois percebi que ninguem se alterou com a cena. .
O marido ia aproximando seu rosto
no centro de prazer de sua mulher e se afastava.
Depois entendi que ele ia cheirando-a, simplesmente!
Aproveitando seus aromas mais intensamente, camada por camada.
Outros casais ou mulheres com outras mulheres se ajudavam.
Se despir é uma tarefa tão trabalhosa! Mas eu só ouvia risadinhas e expressões que me pareceram de carinho entre eles.
Quando faltava apenas uma camada de tecido eles farejavam a mulher/homem, centímetro por centímetro e... Pasmem!!!
Faziam exatamente o que eu senti vontade em fazer: Passavam a mão por todo o corpo delas/deles, apalpando, agarrando, acariciando.
Eu estava trêmula de desejo...
Desesperada...
Precisava me tocar.
Comecei a passar minhas mãos pelo meu corpo
imitando grosseiramente o que eu via.
Queria me masturbar, mas ao mesmo tempo,
queria estar ali, presenciando o que aconteceria.
Todos se tocavam com naturalidade.
Percebi que eu era a única enlouquecida ali.
Eles até poderiam estar sentindo muito prazer, mas longe de transarem em público, em grupo, ou algo do gênero.
E assim, recobertos por uma única camada de tecido, eles nadavam.
Era tão lindo ver isto!!!
Falantes, risonhos, carinhosos, sem pudores banais.
Não se percebia uma passada de mão maldosa, um “tapinha”, e até onde eu entendia o idioma, nenhuma palavra obscena ou pornográfica.
Fiquei ali quietinha. Delirante de desejo.
Alguns minutos depois, caí de biquini na piscina.
Ninguém me deu bola.
Era ainda mais tesudo ver aqueles corpos molhados enrolados em panos transparentes. Ai...
E os cheiros...
A água ficou perfumada.
Enquanto eu nadava observava os homens e mulheres saindo da piscina.
Pensei que tinha visto tudo, mas...
Eles começaram a se lamber...
Sorviam a água dos tecidos nos corpos uns dos outros!
Saborosamente, nos lugares mais apetitosos!!!
Sugavam, sugavam...
Seios, bucetas, bundas e cús e paus.
Cada duas pessoas secavam uma.
Revezavam-se harmoniosamente, mas com certa pressa.
Então, parei de resistir: peguei um flutuador cilíndrico, do tipo spaguettti, pus entre minhas pernas e comecei a flutuar.
Afastei discretamente a calcinha e toquei meu grelinho - GRELÃO.
Senti parcialmente a textura do flutuador e estremeci.
Quanto mais tesão eu sentia, mais devagar fazia tudo.
Estava sozinha dentro da piscina.
Os casais e grupos, ainda se sorviam e riam gostoso.
Ninguém saiu dali às pressas ou começou a se comer em público.
Era tudo tão erótico e ...familiar...
Apesar do tesão eu tinha plena consciência de que minha presença ali, deveria continuar sendo ignorada.
Discretamente tirei minha calcinha.
Ainda mais lentamente acomodei minha buceta, naquele redondo flutuador.
Ela abraçava-o gulosa.
Quente,
inchada,
exigente.
Se fosse possível ela engoliria deliciosamente aquele spaguetti.
Comecei a fazer braçadas de um nado qualquer e a cavalgar no flutuador.
Mergulhei e o gozo veio.
Ai!
Que explosão impossível de conter!
Continuei simulando meu nado, ora, respiro ora mergulho
e minhas ondas formaram deliciosas e imperceptíveis ondas na piscina.
Aquela piscina de água quente e perfumada.
Via homens e mulheres se sugando à luz da Lua e me derramava ainda mais em gozo.
(Logo fui entender que aquele povo sempre fazia assim quando se banhava nas termas. Apesar do tecido secar muito rápido, justamente as partes íntimas úmidas poderiam causar desconforto. Sugavam-se com sofreguidão para aproveitar melhor as propriedades medicinais da água que se potencializava no próprio corpo e evitaria qualquer desprazer. Quanta sabedoria...)
Fiquei dentro da piscina por muito tempo.
Os Ganayames continuavam por ali, quase em sua maioria.
Alguns mergulharam novamente, outros apenas se refrescavam nas bordas das piscinas. Recoloquei minha calcinha, e quando eu estava saindo da água percebi alguém me tocando no ombro direito.
Quando me virei vi um jovem senhor me olhando com uma cara muito séria...

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